Tomossíntese – a tecnologia para o diagnóstico preciso do câncer de mama

Conforme pareceres do ACR – American College of Radiology e CBR – Colégio Brasileiro de Radiologia, o exame de mamografia através da tomossintese mantem níveis seguros de exposição do paciente a radiação ionizante, com taxas de detecção de câncer mais altas e menos recalls de pacientes para testes adicionais.

O exame segue a mesma rotina de uma mamografia convencional, no entanto a tomossíntese proporciona a aquisição de imagens bidimensionais da mama e com a sobreposição reduzida de tecido na imagem, reduzindo falsos positivos.

Mas afinal, o que de fato precisamos saber sobre a tomossíntese? Como essa tecnologia poderá revolucionar o diagnóstico precoce do câncer mais frequente nas mulheres?

A tomossíntese mamária

Sabemos que a história da mamografia teve seu início em 1913, através do cirurgião alemão Salomon e seus estudos de aplicação da radiologia em doenças da mama. No entanto somente em 1951 que tivemos resultados mensuráveis através de um artigo publicado pelo uruguaio Raul Leborgne .

Porém somente mais de de meio século depois tivemos uma transformação dos sistemas de écran/filme para tecnologia digital, o que melhorou significativamente a detecção do câncer de mama.

No entanto, segundo Dr. Aron Belfer, um dos pioneiros na implantação da tomografia mamária no país, “temos cerca de 60 anos de história/experiência com a mamografia analógica e digital que fornece imagens em duas dimensões de um órgão tridimensional, com os problemas trazidos por essa diferença (anatomia da mama).” E onde segundo ele, em relação ao surgimento da tomossintese mamária, “a revolução está na possibilidade de examinar em três dimensões o que é tridimensional”, diz.

Ou seja, ainda que tenhamos avançado no diagnóstico da neoplasia mamária em quase 100 anos, a anatomia do órgão é tridimensional, o que com os recursos de imagens disponíveis, traziam grande diferença nos resultados obtidos. Sendo muitos não-conclusivos.

imagem mamografia

Tecnologia tridimensional

Segundo Belfer, “um dos problemas causados por imagens bidimensionais (como a mamografia convencional) de órgãos tridimensionais (como a mama) é a superposição de estruturas em planos diferentes da mama e que criam imagens que podem simular lesões suspeitas.”

Ele ainda completa: “Cada imagem da tomossíntese representa um plano de 1 mm da mama, eliminando essa superposição dos tecidos. Com isso, há melhor definição das bordas das lesões (fator fundamental para a definição de seu aspecto benigno ou maligno), possibilitando obter melhor detecção de lesões sutis – que não vão ser mascaradas por outras estruturas normais, e fornecendo excelente localização espacial, pois saberemos em qual plano a lesão é detectada”, finaliza.

Mais vantagens da tomossíntese

A tomossíntese mamária é um método com significativo aumento da sensibilidade na detecção do câncer, onde como consequência, permite uma maior distinção entre imagens suspeitas de fato, e aquelas que são provocadas devido a superexposição das estruturas normais. O que, obviamente leva a uma diminuição do número de biópsias.

Além de aumentar as chances de detecção do câncer de mama, a tecnologia da tomo ainda possibilita detectar tumores menores (mais precoces), onde intervenções cirúrgicas e tratamentos são menos nocivos e menos custosos.

O uso da tomossintese permite detectar certa de 85% de todos os cânceres existentes.

Tecnologia da tomossíntese com a estereotaxia

Muitos fatores podem dificultar o diagnóstico preciso do câncer de mama, sendo que muitos afetam o diagnóstico por imagem, bem como as diferentes formas que o câncer pode apresentar.

A calcificação, nódulos, características de alguns tumores que se misturam no tecido dificultando a distinção em um exame de mamografia, este e outros fatores são dificultadores de um diagnóstico preciso, onde alguns nódulos malignos podem apresentar características de nódulos benignos.

A estereotaxia é o recurso fundamental para o complemento do diagnóstico pelos métodos de imagem, onde estes devem apontar a lesão, mas que apenas com uma amostragem do tecido – a biópsia (estereotáxica), pode-se diagnosticar o tumor com maior precisão.

Neste caso a amostragem do tecido é retirada durante o exame, com a precisão da imagem tridimensional da tomossintese, para maior agilidade e assertividade na localização do nódulo.

A tomossíntese além do câncer de mama

A tomossíntese é uma tecnologia que possibilita a mescla da tomografia Cone Beam CT (é um exame com radiação ionizante que utiliza um feixe de raios X em formato cónico) com digitalização de alta potência e velocidade para a criação de diversos tipos de estruturas anatômicas extraídas em uma única captação. Sendo assim, ao final, produzindo uma única construção volumétrica.  

Sua aplicabilidade vai desde a pacientes com mobilidades reduzidas ou em situações de extremo estresse, pacientes com artefatos metálicos, até em IML’s, além de outras aplicações onde se faz necessário a reconstrução de imagens e o nível de precisão diagnóstica é fator decisório no bem estar e qualidade de vida dos pacientes.

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REFERÊNCIAS

  1. Kalaf JM. Mammography: a history of success and scientific enthusiasm. Radiol Bras. 2014;47(4):vii–viii.
  2. Villar VCFL, De Seta MH, Andrade CLT, et al. Evolution of mammographic image quality in the state of Rio de Janeiro. Radiol Bras. 2015,48:86–92.
  3. Site: http://www.snifdoctor.com.br/
  4. https://cbr.org.br/wp-content/uploads/2021/09/Parecer-sobre-uso-de-tomossi%CC%81ntese-no-rastreamento-SETEMBRO2021.pdf
  5. https://www.acr.org/Advocacy-and-Economics/ACR-Position-Statements/Breast-Tomosynthesis

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